“Mens sana in corpo sano”. Esta famosa citação latina, do poeta romano Juvenal, e que em português significa “mente sã, corpo são”, é o que move Eni Batista, de 73 anos.

A dona de casa, que traçou a meta de viver até os 98, faz exercícios físicos periodicamente e não abre mão da qualidade de vida.

“Pratiquei peteca durante 10 anos. Cheguei até a competir. Atualmente faço musculação e há pouco tempo me apaixonei pelo spinning”, conta Eni, que toma dois ônibus para ir de casa à academia.

Mas se engana quem pensa que a idosa abre mãos de algumas tentações da vida – que os atletas costumam evitar. Adepta da boa e velha cerveja nos fins de semana, ela conta que come de tudo e também bebe seu “uisquinho” de vez em quando. “Fui ao médico há um tempo, e ele me perguntou se eu tomava algum tipo de remédio. Respondi que não. Só cerveja e uísque”, brinca Eni.

Casada há 40 anos e mãe de um casal, a simpática senhora também pega pesado para tirar um trocadinho. Aposentada, aos domingos ela vende bijuterias na tradicional feira hippie de Belo Horizonte, na avenida Afonso Pena, e fica até oito horas em pé.

EXEMPLOS

Cada dia mais motivada em melhorar o preparo físico, ela conta que tem o incentivo do marido, que adora andar de bicicleta na orla da Lagoa da Pampulha, e do filho mais velho, que trabalha como personal trainer.

Porém, o grande espelho de Eni é a mãe, Maria, que completou 101 anos em 2015 e se tornou exemplo de longevidade.

“Ela está forte, mas atualmente só joga buraco e reza”, conta a aposentada, às gargalhadas.