“O meu time é campeão porque foi disciplinado acima de tudo”. A frase é do falecido técnico Telê Santana, que acabava de ganhar o Campeonato Brasileiro de 1971 pelo Atlético, em pleno Maracanã, diante do Botafogo, atribuindo a conquista nacional ao futebol de poucas faltas e nenhuma expulsão. Um cenário que é espelhado, mesmo involuntariamente, por Levir Culpi no Galo de 2015.

Líder do Brasileirão com 35 pontos, o time mineiro é lanterna no ranking de cartões recebidos. Foram apenas 28 amarelos e um vermelho em 16 rodadas, num levantamento considerando as duas adverências e a expulsão do lateral Patric na vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, em junho.

Ao ler a declaração dada por Telê há quase 44 anos, o treinador curitibano se identificou com a ideia de jogo que o mestre tinha em mente: “Nossa filosofia é justamente essa”.

A inspiração do atual comandante atleticano, porém, não veio diretamente do “Fio de Esperança”, apelido de Telê quando jogador. Na verdade, tudo tem a ver com o aprendizado na passagem pelo futebol do Japão: educação, cortesia, disciplina e honestidade são valores cultivados pelo treinador mesmo quando o futebol, em campo, vira uma guerra.

Na Cidade do Galo, entre uma reunião e outra com o elenco, o técnico orienta os comandados a evitar o jogo violento. “Eu passo para os jogadores que uma vitória na base da desonestidade, reclamação e violência não tem brilho nenhum”, revelou Levir ao Hoje em Dia. 

Mesmo sem pedidos ou broncas direcionadas a um jogador em particular, a carapuça serve para Leandro Donizete. “Sempre que o Levir conversava com o grupo sobre isso ficava olhando para mim (risos), porque sou um dos que mais chega firme. Mas sou um cara experiente e sei ser um jogador firme sem prejudicar o time com cartões bobos”, diz o volante.

Jogo limpo

A marca de 28 cartões ajuda o Galo a se manter em alto nível. Só três jogadores foram suspensos até o momento: Leonardo Silva, Carlos César e Patric, único jogador atleticano expulso na competição, por retardar o reinício do jogo numa cobrança de lateral.

Foram quatro jogos sem nenhuma punição, o que fez despencar o próprio histórico do clube no Brasileirão. Entre 2010 e 2014, a média do Alvinegro nas 16 primeiras rodadas era de 45 amarelos. Agora, são 28: uma queda de 38% nas advertências.

Douglas Santos se machuca, vira dúvida, mas viaja para Goiânia

A semana foi cheia para o Atlético trabalhar. Mas treinar também pode ser prejudicial à saúde do time. No quinto dia de atividades, o terceiro atleta saiu mais cedo do campo. Depois de Carlos e Lucas Pratto, nesta sexta-feira (7) foi a vez do lateral-esquerdo Douglas Santos ser atendido pelos médicos do clube e virar dúvida para o duelo diante do Goiás, domingo (9), às 16h, no Serra Dourada.

A boa notícia é que o entorse no tornozelo direito não foi grave a ponto de cortá-lo da viagem para Goiânia, e o nome do jogador está na lista de relacionados. Se ele for vetado, Levir Culpi deverá optar por Pedro Botelho, o reserva natural.

A delegação do Galo viajou nesta sexta-feira (7) à noite tendo Dodô como novidade. O meia esteve em Toronto, onde disputou o Pan pela Seleção Brasileira Sub-22.

Guilherme será o único atacante da delegação. Levir poderia ter convocado Pablo, recém-chegado do Oeste/SP, ou Leonardo, velho conhecido da torcida, que estava no Sport, mas optou por deixá-los fora da lista.

Prestes a deixar o Departamento Médico, o meia-atacante Luan deve ficar apto a ser relacionado para partida com o Grêmio.


¡Feliz cumpleaños!

Sherman Cárdenas conheceu nesta sexta-feira (7) uma tradição brasileira: completou 26 anos e foi alvejado por uma chuva de ovos e farinha. Mas, para quem é titular do Galo depois de uma longa espera, tudo é festa.