Os brasileiros tiveram resultados modestos no primeiro dia de competições do BMX nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, na prova contrarrelógio, que vale apenas como classificação para definir a posição de largada e os adversários das baterias. "Tive alguns erros e a estratégia inicial era ficar entre os oito melhores", explicou Renato Rezende, o mais experiente do grupo.

Ele ficou em sétimo no geral, melhorando um pouco sua classificação na Super Final, enquanto Ezequiel Souza foi sexto. No feminino, Priscila Carnaval ficou na oitava posição enquanto Thaynara Morosini foi 11ª. "O mais importante é ter pernas para amanhã. Estou bem confiante, mas sei que tudo pode acontecer, comentou Renatinho.

O ciclista se refere à possibilidade de quedas. Diferentemente da competição desta sexta-feira, no sábado os atletas vão disputar as baterias em grupos, ou seja, existe grande possibilidade de acidentes e eles mudam drasticamente a disputa, deixando às vezes favoritos para trás e abrindo caminho para azarões.

No feminino, Thaynara não gostou muito do tempo que fez, mas acha que na competição valendo medalha a situação pode ser diferente. "Tivemos dois dias de treino antes da competição, mas eu só pude praticar em um porque vim para Toronto lesionada e não queria agravar a contusão", contou.

A atleta ainda tenta se recuperar emocionalmente da grave queda que teve há quase um ano, quando trincou uma vértebra da coluna e quase ficou paraplégica. "Eu achei que nunca mais iria andar. Mas me recuperei e estou aqui. De qualquer forma, acho que o psicológico ainda está um pouco travado", disse.

Neste sábado, a partir das 15h05 (horário de Brasília), todos voltam à pista em competição que vale medalhas. Os homens vão disputar as baterias de quartas de final e, se ficarem entre os melhores, vão para semifinal e depois final. Já as mulheres, em menor número no Pan, entram direto na fase semifinal. "Amanhã vale a medalha e eu quero ficar entre as três primeiras", concluiu Thaynara.