Mergulhado numa crise financeira e fora da Copa Libertadores, o Corinthians se vê obrigado a diminuir gastos na folha salarial do elenco, algo estimado em R$ 9 milhões. Os cortes em outros departamentos aliviam a situação, mas o mais atingido será o futebol.

O primeiro jogador a deixar o Corinthians como parte do processo de enxugamento da folha salarial deverá ser Emerson, que recebe R$ 520 mil por mês e ficará sem contrato no meio do ano.

Outros já admitem a possibilidade de mudar de ares. "Se não renovar, saio de cabeça erguida", afirmou Danilo, 35 anos, que está no clube desde 2010 e tem contrato até dezembro. "No futebol é assim, o jogador passa e o clube continua."

No início da semana o volante Ralf se mostrou insatisfeito com sua situação por dois motivos: o clube lhe deve um bom dinheiro em direitos de imagem e ainda não o procurou para dizer se tem intenção de renovar seu contrato, que também termina no fim do ano.

Outros jogadores devem ser negociados para gerar caixa. É o caso de Petros, que interessa ao Flamengo, e até mesmo Matheus Cassini, atacante das categorias de base que está indo para o Palermo, da Itália.

A folha salarial já era alta em 2014, mas este ano aumentou ainda mais com a chegada de Edu Dracena, Cristian e Vagner Love. Somados, os salários dos três jogadores, todos reservas no time de Tite, consomem cerca de R$ 1 milhão por mês.

Paolo Guerrero pode continuar apesar de receber alto salário, mas a quantia que ele pede para assinar um novo contrato é considera impagável pela diretoria. São quase R$ 20 milhões.