Uma dívida pendente desde 2002 levou o São Paulo a atrasar os direitos de imagem dos jogadores. O presidente do clube, Carlos Miguel Aidar, disse nesta segunda-feira (11) que o plano era quitar os vencimentos do elenco com parte da renda do jogo contra o Cruzeiro, realizado na última semana. Mas uma sentença da 11ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo obrigou a diretoria a gastar R$ 2.495.585,55 para pagar uma dívida com a empresa Prazan Comercial Ltda.

Em entrevista ao canal Fox Sports, o dirigente disse que na segunda-feira soube que teria de acertar a pendência. O plano era usar os R$ 3.672.805 arrecadados na bilheteria na vitória sobre o Cruzeiro, na Copa Libertadores, para pagar os direitos de imagem atrasados, que segundo Aidar, são de dois meses. "Trata-se de uma dívida antiga, de anos atrás, com algum jogador que passou pelo clube", explicou.

A Prazan Comercial Ltda. atuou como intermediária na negociação com o empresário do lateral Jorginho Paulista, contratado pelo clube em 2002. O jogador teve uma passagem rápida pelo Tricolor e o valor de quase R$ 2,5 milhões já está corrigido com os reajustes ao longo dos anos. A decisão judicial foi assinada pelo juiz Christopher Alexandre Roisin e dá 15 dias como prazo para o São Paulo efetuar o pagamento.

A diretoria do clube pretende acertar nos próximos dias a pendência com os jogadores. De acordo com o vice-presidente de administração e finanças tricolor, Osvaldo Vieira de Abreu, até sexta-feira tudo estará resolvido com o elenco. Em março, o São Paulo também atrasou o pagamento dos direitos de imagem dos jogadores e de parte da premiação pela classificação à Copa Libertadores.