O Atlético ainda pode ser seduzido pelo batido slogan “vem pra Caixa você também, vem!”. As conversas com o banco federal não terminaram quando o clube mineiro fechou patrocínio master com a MRV. Pode parecer estranho, mas a Caixa Econômica ainda vislumbra estampar a sua marca na área nobre da camisa preto e branca na temporada 2015.
 
O Galo finalizou acordo com a MRV por um ano e um valor que gira em torno de R$ 23 milhões. Mas, segundo o Hoje em Dia apurou com uma fonte ligada ao Atlético, o contrato com a empresa da construção civil é bastante flexível. Ou seja, se houver uma proposta maior, a parceira do Galo deixaria de ser a patrocinadora master e voltaria a ter destaque menor entre os patrocinadores.
 
O bom trânsito entre MRV e Atlético se deve ao fato de o presidente Rubens Menin ser atleticano e conselheiro do clube. Eles mantêm negócios desde 2004, sendo que a MRV já foi a principal parceira durante três temporadas.
 
Para acertar com a Caixa, o tempo é decisivo. Por se tratar de dinheiro público, o clube favorecido precisa apresentar certidão negativa, comprovando não ter pendências com a Receita. O processo demanda tempo devido à burocracia nas esferas municipais, estaduais e federais.
 
A Caixa está perto de ser a nova patrocinadora principal do rival Cruzeiro. Tanto Galo quanto Raposa sabiam que o BMG acabaria com os investimentos voltados para o futebol. Os dois clubes já ocuparam a região da clavícula e as mangas de suas camisas acertando contrato de dois anos com a Cemil e de um ano com a Vilma Alimentos . O acordo com a primeira é de R$ 2,4 milhões. Já os valores do segundo não foram divulgados.
 
Mais espera
 
O Atlético conseguiu refazer o acordo com a Fazenda Nacional e homologar, outra vez, a adesão ao Refis, para pagar sua dívida tributária e, com isso, desbloquear sua conta. São R$ 45 milhões congelados.
 
Desse montante, R$ 38 milhões amortizarão o próprio passivo, de R$ 190 milhões. Contudo, a liberação dos R$ 7 milhões restantes não é automática. A diretoria do Galo trabalha com a chance de esse valor ser usados no pagamento das 180 parcelas mensais da dívida.
 
Ingresso contra o Shakhtar custará R$ 70, adianta organização
 
Com 13 brasileiros no elenco, o Shakhtar Donetsk se prepara para fazer uma intertemporada no país em que mais encontra talentos para compor o time. A equipe ucraniana foi procurada pela Granada Eventos para acertar quatro amistosos. Depois, a empresa foi à caça de times brasileiros que podem alavancar a imagem do time europeu.
 
Para atingir esse objetivo, os ingressos dos jogos em janeiro contra Atlético, Cruzeiro, Flamengo e Internacional devem custar R$ 70, em média, e o preço mais baixo irá girar em torno de R$ 40. “Queremos fazer um grande evento no Brasil e, para isso, as torcidas desses quatro grandes times precisam abraçar a ideia. Ver e rever ídolos brasileiros por um preço em conta é a receita do sucesso que esperamos em janeiro”, explica Márcio Granada, presidente da empresa.
 
O Flamengo foi o primeiro clube procurado. Depois, Cruzeiro e Atlético começaram as negociações, ainda em agosto. Já o Inter foi a segunda opção no Rio Grande do Sul, uma vez que não houve acordo com o Grêmio. O Shakhtar desembarca no país no dia 9 e pretende esquentar os motores em terras tupiniquins antes de enfrentar o Bayern de Munique pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa.
 
SUB-20
 
A “pré-temporada” começará mais cedo para três jogadores dos gigantes mineiros. São eles o atacante Carlos e o volante Eduardo, do Galo, além do goleiro Georgemy, da Raposa.
 
Eles se apresentaram à Seleção Sub-20 para a disputa do Sul-Americano, entre 14 de janeiro e 7 de fevereiro, período no qual desfalcarão os clubes. (F.R.)