A partida entre Atlético de Madri e Deportivo La Coruña, que aconteceu no domingo (30) no Vicente Calderón, em Madri, pouco será lembrada pela vitória por 2 a 0 que deixou os colchoneros na terceira posição. O fato preponderante, e reprovado pelo técnico Diego Simeone, aconteceu fora do estádio: uma briga envolvendo cerca de 180 torcedores, que resultou na morte de um torcedor do La Coruña, que foi agredido e jogado em um rio.

Explosivo na época em que atuava nos gramados, Simeone se mostrou muito ponderado ao lamentar o ocorrido. “Estava envolvido na partida e só pensando no confronto, não sabia o que estava acontecendo fora do estádio, não fico olhando o celular constantemente. Isso é um problema social e não do futebol. São pessoas que vivem por uma camisa, torcem por uma equipe, mas é um problema de conduta da sociedade. As pessoas capacitadas para trabalhar em decisões como essas agirão a esse respeito”, falou.

Apesar da vitória, ‘Cholo’ comentou estar triste pelo ocorrido, já que uma vida foi perdida por conta da rivalidade. “Estou dolorido pela situação que estamos vivendo, não temos informações reais do que se passou ali. Estou triste, são situações que não pertencem ao futebol e nós a condenamos. Sinceramente, esperamos que isso não se repita mais”, assumiu.

O uruguaio Diego Godín, zagueiro do Atlético de Madri, fez coro ao discurso do comandante e reforçou que ações violentas precisam ser extintas do futebol. “Esse tipo de gente não representa o futebol e nenhuma equipe, é preciso acabar com esse mal do futebol. Os torcedores de Atlético e La Coruña não podem pagar pelos atos de uma minoria”, comentou.