O incidente ocorrido no GP da Malásia, no último dia 30 de março, parece não ter abalado o prestígio do brasileiro Felipe Massa com a Williams. Contratado para esta temporada, após oito anos com a Ferrari, o piloto teve sua adaptação exaltada pela chefe-adjunta da equipe, Claire Williams.

"Há semelhanças entre Ferrari e Williams, ambas são apaixonadas pelo que fazem e estão aqui para vencer. O espírito familiar também é igualmente forte em ambas, algo que o Massa aprecia. Ele já é um garoto da Williams, um piloto da Williams. Então ele se adaptou muito rapidamente. Sabemos como fazê-lo se sentir em casa e ele sabe como tirar o melhor de nossa equipe", declarou.

De acordo com a dirigente, Massa é o símbolo de uma nova fase da Williams, que luta para voltar a brigar por títulos na Fórmula 1. "Estamos empolgados em ter o Massa neste estágio da carreira, já que a Williams também está em uma nova fase, com um novo futuro. Trazer estes dois juntos vai provar ser uma forte plataforma, esperamos."

Claire Williams ainda voltou a admitir o erro da Williams no GP da Malásia. Na ocasião, Massa recebeu ordens no rádio para deixar seu companheiro Valtteri Bottas passá-lo, pois o finlandês estava mais rápido. O brasileiro, no entanto, ignorou o comunicado e seguiu normalmente. A situação gerou um mal-estar e a equipe divulgou comunicado lamentando o ocorrido.

"Foi uma situação difícil na Malásia, ninguém quer que se repita. Não estávamos preparados e não lidamos muito bem com a situação, mas o importante foi ter percebido e querer lidar com isso bem", comentou a dirigente. "Todos entenderam que queremos o melhor para a equipe, mas às vezes você toma decisões erradas em momentos de alta pressão."

Apesar de admitir o erro, Claire Williams revelou que teve uma conversa com Felipe Massa pela postura do piloto. "Acho que o Massa pensou que estava mais rápido que o Bottas, então pensou 'certo, tente me ultrapassar'. Tudo bem, é justo para mim. Mas conversamos após a corrida e agora temos procedimentos para situações desse tipo que todos concordamos. Esse tipo de coisa não vai acontecer de novo."