A 14 dias para o início do Campeonato Mineiro, a situação na Federação Mineira de Futebol (FMF) segue indefinida. A expectativa é a de que a entidade seja reaberta hoje, tendo início a intervenção determinada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Desde o último dia 26, a sede da entidade está lacrada e só será reaberta com a presença dos interventores Fernando Aurélio Machado Costa e Sarah Viviane dos Santos Barbosa.

O então presidente Paulo Schettino e a diretoria foram afastados por determinação judicial, em dezembro. Em 2011, Schettino convocou assembleia para prorrogar o mandato, que terminaria em dezembro de 2012. Assim, esperava ficar no cargo até o fim deste ano.

O Ministério Público de Minas Gerais moveu ação contra a manobra. No mês passado, o juiz Antônio Leite de Pádua, da 6ª Vara Cível, determinou o afastamento, mas permitindo que Schettino permanecesse no cargo até 28 de fevereiro. O MP, porém, solicitou o cumprimento imediato da sentença e entrou com pedido na 13ª Câmara Cível, deferido pela desembargadora Cláudia Maia.

O advogado e economista Fernando Aurélio Machado espera começar o trabalho na FMF a partir de hoje, e dar início ao processo eleitoral.

“Não posso chegar, abrir a porta e entrar porque não conhecemos nada lá. Isso é um risco. Precisamos que alguém nos apresente a situação, e termos garantias para fazer nosso trabalho”, explica Machado. “Procuramos o secretário geral (Rodrigo Diniz), mas ele nem respondeu nosso email”, acrescenta.

Apesar disso, o interventor não espera ter dificuldades. “Não acredito que encontraremos resistência, má vontade, dos funcionários. Quem não quiser cumprir o que for determinado tem que pegar o boné e ir embora”, diz.

Primeira candidatura

O primeiro nome para concorrer à presidência da FMF é o do advogado Silvestre Antônio Ferreira, 50 anos, ex-presidente da Liga Desportiva de Ipatinga. “Sou oposição mesmo e não tem como ser diferente. Disputei a eleição em 2005 e perdi. Em 2008, não me deixaram participar devido a uma mudança que fizeram no estatuto”, conta.

Se eleito, Silvestre promete dar novos rumos à entidade. “A FMF precisa ter posição, defender os clubes e não ser apenas uma arrecadadora de recursos”, acusa.

Schettino e demais membros da ex-diretoria não foram encontrados para comentar a situação.