Grande herói da classificação do Atlético à semifinal da Copa Libertadores, ao defender um pênalti cobrado por Riascos aos 48 minutos do segundo tempo, o goleiro Victor revelou que chegou a estudar por antecipação a forma de bater do jogador do Tijuana, que anteriormente havia aberto o placar do confronto encerrado em 1 a 1 na Arena Independência, na noite da última quinta-feira, em Belo Horizonte.

"Tentei me concentrar. Estudei o batedor também. Não tinha muitas informações, mas o Riascos era um dos poucos (da equipe mexicana) que eu tinha material em mãos. Fui no canto e tive a felicidade de fazer a defesa com o pé", comemorou Victor.

O jogador chegou a chorar de emoção ao ser festejado pelos companheiros ao final do confronto e enfatizou que o pênalti defendido por ele acabou sendo um prêmio pela ótima campanha que o Atlético vem realizando nesta Libertadores, na qual foi o melhor time da fase de grupos da competição.

"É uma felicidade muito grande poder ajudar a equipe em um momento especial como esse. Não pela partida que fizemos hoje (quinta), mas pelo campeonato e pelo ano que estamos fazendo a gente merecia a classificação. A equipe do Tijuana dificultou muito o nosso trabalho hoje, mas valeu o empenho de todo mundo", enfatizou.

Depois do duelo, o técnico Cuca seguiu a mesma linha de discurso do herói atleticano. "Esse grupo merece passar adiante por tudo que a gente tem feito, buscado, se aplicado. Os torcedores também merecem passar adiante e fomos abençoados hoje", disse o treinador, que ainda dedicou a classificação ao médico do clube, Marcus Vinícius, por causa dos problemas enfrentados por jogadores antes da partida desta quinta.

"O Marcos Rocha e o Tardelli jogaram com problema intestinal e queria oferecer essa vitória para o doutor Marcus Vinícius, que trabalhou muito para pôr esses caras em campo, concentrou junto com eles. É um cara maravilhoso, então essa vitória para o doutor Marcus Vinícius, que nos ajudou muito", completou o comandante.