O governo de Minas Gerais confirmou, na quinta-feira (10) empréstimo, de R$ 3,6 bilhões, obtidos junto a instituições internacionais, por meio de uma linha de crédito criada pelo Banco do Brasil, no ano passado, exclusivamente para financiar investimentos nos estados.
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Os recursos serão utilizados em obras de infraestrutura entre 2013 e 2014 que fazem parte do Plano Plurianual de Ação Governamental. Embora seja destinado para obras de infraestrutura, o empréstimo não irá contemplar intervenções no Metrô de Belo Horizonte.

Os projetos que tratam de infraestrutura rodoviária receberão R$ 1,6 bilhão. Já os aeroportos regionais ficarão com R$ 235 milhões. Outros R$ 278,4 milhões serão destinados à mobilidade urbana – incluindo o plano macroestrutural do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, terminais metropolitanos e intervenções viárias.

A construção de estruturas para a Copa do Mundo e ampliação da reforma do Hospital Governador Israel Pinheiro (Ipsemg) também serão contempladas com recursos.
 
Antecipação
 
Boa parte da verba, acordada em dezembro último entre governo de Minas e Banco do Brasil, já foi creditada nos cofres do Estado. As obras que receberão o benefício têm previsão para acontecer nos próximos dois anos.

Mas o governador Antonio Anastasia (PSDB) já adiantou, durante cerimônia de celebração do acordo, que como é “rotina o atraso” de obras, é possível que o dinheiro fique em caixa para além de 2015.

“Se não terminarmos as obras previstas em dois anos, o dinheiro estará seguro até que os projetos para os quais ele se destina sejam concluídos”, garantiu. Segundo Anastasia, a quantia, captada no exterior, só foi liberada “graças ao equilíbrio fiscal e de contas públicas”.

Ainda durante anúncio do crédito, Anastasia definiu como “façanha” a conquista dos bilhões para Minas Gerais. “Esse valor, bastante expressivo, de números vistosos e grandes, é um fato inédito no país. Nenhum outro Estado no Brasil conseguiu um crédito semelhante”, comemorou.

Os R$ 3,6 bilhões serão pagos ao longo de 20 anos – incluindo cinco anos de carência. Apesar de a operação ter sido oficializada somente na manhã de ontem, os recursos começaram a ser liberados desde dezembro – quando o contrato foi assinado.

Assim, já foram liberados R$ 1,8 bilhão. Ontem, o vice-presidente do Banco do Brasil, o mineiro Robson Rocha, assinou a liberação de outros 1,4 bilhão – quantia que será creditada aos cofres do Estado ainda em janeiro. O restante, aproximados R$ 453 milhões, serão debitados em 2014.