Com ataques tanto ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como também ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro Sérgio Moro assinou nesta quarta-feira (10), em evento em Brasília (DF), a ficha do Podemos, tornando-se o 14º possível candidato à Presidência da República nas eleições do ano que vem. “Chega de corrupção, chega de mensalão, chega de petrolão, chega de rachadinha, chega de orçamento secreto. Chega de querer levar vantagem em tudo e enganar o povo brasileiro”, discursou. Em Minas, a chegada de Sérgio Moro ao Podemos foi recebida com entusiasmo pela sigla, assegura o deputado federal Igor Timo, presidente da seção mineira. “Sérgio Moro representa muito mais que o ingresso de um novo membro. Nós recebemos com muito entusiasmo, pois ele é sem dúvida alguma uma única via na busca de prosperidade e dias melhores para a população brasileira”, declarou.

Para o cientista político e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec BH, Mario Schettino, dos candidatos que se apresentam como terceira via, Moro é o que tem mais chances de chegar a um possível segundo turno, mas enfrentará uma espécie de “jogo da verdade”nas eleições. “A candidatura de Moro é o ápice desse antagonismo, pois reforça a narrativa de Lula, de que ele (Moro) sempre teve intenções políticas, o que, em tese, confirma que ele (Lula) foi perseguido judicialmente”, diz.

Corrida Presidencial

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Cenário 2022

Com a possível entrada de Sérgio Moro na disputa, chegam a 14 os possíveis pré-candidatos à Presidência da República nas eleições do ano que vem. Além de Bolsonaro, que deverá disputar a reeleição pelo PL com apoio do Progressistas (ex-PP) e do Republicanos (ex-PRB), é dada como certa a candidatura do ex-presidente  Lula, do PT, que vem articulando para ter em seu palanque o PCdoB, o PSB e o PSOL. Também é pré-candidato o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, pelo PDT.

Com Moro, o campo do centro no espectro político passa a contar com pelo menos nove pré-candidatos por sete partidos, já que no PSDB três caciques disputam a indicação: os governadores Eduardo Leite (RS) e João Dória (SP) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. No MDB, a aposta por enquanto é na senadora Simone Tebet (MS). O Novo tem como pré-candidato o cientista político Luis Felipe D’Avila. No Cidadania, antigo PPS, o senador Alessandro Vieira (SE) apresentou seu nome. O União Brasil, originado da fusão entre DEM e PSL, deverá disputar com Luis Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde. E no PSD as fichas estão depositadas no presidente do Senado, o mineiro Rodrigo Pacheco.

Em agremiações mais difusas no espectro, apresentaram-se o deputado federal André Janones, do Avante de Minas Gerais, e o ex-deputado Cabo Daciolo, pelo Brasil 35, ex-PMB, que concorreu em 2018 pelo Patriota.