A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) rejeitou nesta terça (16), por diferença de um voto, o projeto que autorizava a prefeitura da cidade a contrair empréstimo de US$ 160 milhões (R$ cerca de 900 milhões) junto ao Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). O valor seria usado pelo Executivo para o Programa de Redução de Riscos de Inundações e Merlhorias Urbanas na Bacia do Ribeirão Isidoro. 

O texto foi rejeitado pelos parlamentares após intensa discussão, movimentação de bastidores e disputa política. Para aprovar o texto, o governo precisava de 28 votos, mas alcançou 27. O vereador Cláudio do Mundo Novo (PSD), que é um dos seis vereadores do PSD – mesmo partido de Kalil -, se absteve.

A votação do projeto só aconteceu após duas sessões extraordinárias que aconteceram nesta terça. Mas, desde a semana passada, já era possível perceber que o líder do governo na casa, o vereador Léo Burguês (PSL), teria dificuldade em obter os votos suficientes ppara aprovar o texto,  em tramitação desde setembro do ano passado.

Na semana passada, o projeto já havia sido retirado de pauta por Burguês para que dois secretários da PBH pudessem explicar  aos vereadores sobre como as verbas do empréstimo seriam alocadas.  
Nesta terça, na sessão extraordinária da manhã, o líder do governo chegou a reunir membros da base aliada para derrubar o quórum da sessão e evitar a derrota. Durante o intervalo entre as sessões, aliados de Kalil atuaram para conseguir os votos necessários para a aprovação.

O presidente nacional do Avante, deputado federal Luís Tibé, recomendou que os três vereadores da legenda aprovassem o texto, mas Flávia Borja acabou não seguindo a indicação e votou contra.

Após a derrota, Burguês disse que o resultado é “desastroso para a cidade”. “Infelizmente questões políticas mesquinhas impediram a cidade de conseguir resolver um problema que se arrasta há anos”, afirmou o vereador.