Neste domingo (7), cerca de 8,6 milhões de paulistanos estão aptos a votar no primeiro turno das eleições municipais. Com o acirramento da disputa entre os três concorrentes mais bem posicionados nas pesquisas, Celso Russomanno (PRB), José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), que estão empatados tecnicamente nas intenções de voto do eleitorado, a expectativa para ver quem disputará o segundo turno para o posto de prefeito da maior cidade do País é grande. Analistas políticos afirmam que esta é uma das mais emocionantes retas finais de primeiro turno numa eleição na capital.

Entre 2008, ano da última eleição, e 2012, a cidade de São Paulo teve um aumento de quase meio milhão no número de eleitores. De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), são exatos 8.619.170 paulistanos votantes. Há, nesta eleição, 12 candidatos que pleiteiam a maior Prefeitura do País e 1.227 candidatos que disputam as 55 cadeiras da Câmara Municipal paulistana.

Comparado ao último pleito, em 2008, houve um pequeno aumento na proporção de eleitores com mais de 45 anos. Há quatro anos, eles representavam 39,73% do eleitorado; hoje, eles são 42,31%. As mulheres continuam sendo maioria nestas eleições, representando 53,63% dos eleitores. Em 2008, eram 53,48%. Ao mesmo tempo, a parcela entre 16 e 24 anos sofreu ligeira queda, passando de 15,64% do total do eleitorado para 14,32% neste ano.

A cidade de São Paulo está dividida em 58 zonas eleitorais, nas quais há 1.962 locais de votação. Esses locais estão divididos em seções, que somam um total de 23.779 em toda a cidade. São Paulo é o maior colégio eleitoral do País, seguido pelo Rio de Janeiro, que tem pouco mais da metade do número de eleitores, com 4.719.607, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Presos

Pela primeira vez em eleições municipais, presos provisórios e menores internos terão a oportunidade de votar. Há 4.945 eleitores nessas condições na cidade de São Paulo, para os quais serão montadas 24 locais de votação especial, sendo 22 unidades da Fundação Casa e dois Centros de Detenção Provisória - Pinheiros II e Pinheiros III, na zona oeste da cidade.

Apenas em 2010 o TSE publicou a Resolução 23.219, que dispôs sobre a instalação de seções eleitorais especiais em estabelecimentos penais. Antes disso, apesar de os presos nessas condições terem direito de votar, não havia mobilização para levar urnas até esses locais.

De acordo com o presidente da comissão de estudos eleitorais e valorização do voto da OAB-SP, Sílvio Salata, que participou da formulação da resolução, uma vez que o preso seja declarado culpado com a condenação criminal transitada em julgado, ele perde automaticamente os direitos políticos, que incluem o direito ao voto. "É o que assegura o artigo 15, inciso III da Constituição Federal", explicou.