O pagamento dos servidores estaduais mineiros dificilmente será pago em dia no mês de maio. O secretário de Estado da Casa Civil e de Relações Institucionais, Marco Antônio Rezende, praticamente eliminou a possibilidade para os vencimentos relativos a abril, e não descartou o agravamento da situação.

“Vamos estender esse escalonamento (para abril), não é uma certeza, seria prematuro. (Mas) Dificilmente a gente sai do escalonamento em abril. A crise não permite”, afirmou o secretário. Ele representou o Executivo ontem na Reunião Solene de Plenário, evento para abrir os trabalhos na Assembleia Legislativa em 2016.

“Esperamos que o escalonamento seja o pior da crise, mas não posso garantir que não teremos outra situação. Vai depender de fatores, alguns da nossa governabilidade, outros nem tanto”, disse Rezende, dando a entender que o Estado pode até mesmo deixar de pagar o servidor no mês subsequente ao trabalhado. “Não vamos especular”, esquivou-se ao ser questionado sobre qual seria a “outra situação” senão o escalonamento.

‘Fatalidade’

O secretário ainda sinalizou que dificilmente a situação melhorará no decorrer deste ano. “Vamos ter mais otimismo”, se limitou quando foi perguntado se o escalonamento iria até o fim do ano.

“Estamos diante de uma fatalidade, ninguém está enganando ninguém. Hoje, o governador Fernando Pimentel (PT) está em Brasília discutindo a situação com os outros Estados até em situação mais dramática do que a de Minas. Existe uma postura da administração em estabelecer esse escalonamento. Essa é a nossa prioridade”.

Ano letivo

O processo de designações na Região Metropolitana de Belo Horizonte – onde estão quatro das sete cidades mais populosas do Estado (além da capital, Contagem, Betim e Ribeirão das Neves) – foi novamente postergado e o risco de as escolas começarem o ano letivo, no próximo dia 11, sem o quadro de professores completo, é iminente.

Por falta de candidato, os trabalhos de nomeação foram adiados até a próxima sexta-feira (5), último dia útil antes do início das aulas – já que segunda, terça e quarta-feiras serão datas facultativas para o funcionalismo público de Minas.

A Secretaria de Estado da Educação admitiu que algumas instituições de ensino podem ter o número de docentes completo apenas durante o decorrer do ano. “Nesses casos, a escola abrirá novo processo de designação”, informou por meio de nota.

Em outras regionais também foram registrados problemas, como a falta de candidatos ou, novamente, percalços técnicos.