O presidente da Andrade Gutierrez deve apontar os nomes de pelo menos dois senadores que teriam recebido propinas no esquema Petrobras. A empreiteira está fechando acordo de leniência com a Procuradoria-Geral da República. O executivo está preso desde 19 de junho, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Erga Omnes, desdobramento da Lava Jato.

O acordo, que inclui leniência e delação, prevê pagamento de R$ 1 bilhão, parceladamente, a título de indenização.

As negociações do empresário com a força-tarefa do Ministério Público Federal se prolongam há cerca de dois meses. Ele vai citar os nomes de ‘autoridades com foro privilegiado’ que teriam recebido valores ilícitos porque, de alguma forma, abriram caminho para a empreiteira fechar contratos com a Petrobras. Entre essas autoridades estão pelo menos dois senadores.

O empreiteiro vai falar de obras da Andrade Gutierrez na usina nuclear de Angra 3 e da Copa do Mundo. Os últimos detalhes do acordo estão sendo fechados. Até o início da semana os termos estarão todos acertados.