O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (17), ao chegar para o congresso do PMDB, que pretende apreciar todos os vetos presidenciais na sessão do Congresso, prevista para ser realizada na noite desta terça-feira (17). "Vamos hoje realizar sessão do Congresso Nacional que apreciará todos os vetos que estão trancando a pauta. São 13 vetos", disse.

Nesta segunda (16), o vice-presidente Michel Temer orientou os líderes e ministros a intensificarem as conversas com deputados e senadores para garantir o quórum na sessão e manter os vetos às chamadas pautas bombas, que podem causar impactos bilionários aos cofres públicos. O principal veto é ao reajuste dos servidores do Judiciário, que pode gerar uma despesa de R$ 36,2 bilhões até 2019. Além desse, há o veto ao texto que atrela o reajuste do salário mínimo aos benefícios do INSS, despesa extra de R$ 11 bilhões nos próximos quatro anos.

Segundo Renan, após a apreciação dos vetos, a intenção é continuar votando matérias importantes para o governo. "Em seguida, vamos convocar sessões do Congresso para apreciar tudo que diz respeito ao orçamento de 2016", afirmou.

Entre outras propostas, Renan pretende colocar em votação o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016. "A LDO já está pronta para votar. Se tiver condição, votamos hoje, se não houver, vamos convocar uma sessão para amanhã ou para a semana seguinte para votar todas essas matérias orçamentárias", afirmou.

Base

Renan evitou falar em saída do PMDB da base aliada do governo. Segundo ele, o fundamental é que o partido defina uma linha programática para que o País possa sair da crise. "O momento é de colaborar com saídas, apontar caminhos e direções. O PMDB está querendo prestar esse papel", afirmou.

Segundo Renan, o congresso que está sendo realizado nesta terça-feira em Brasília, com a apresentação "de um programa para o País", mostra que o PMDB está fazendo a sua parte. "O Brasil vive um momento complicado e o PMDB está fazendo a sua parte, está apresentando ao Brasil um programa", disse. "O PMDB foi criado para defender os valores democráticos e tem neste programa uma oportunidade para renascer".

O presidente do Senado minimizou as dissidências no partido e afirmou que, "mesmo que não haja convergências sobre todos os pontos do programa, o PMDB está, sim, fazendo a sua parte". "Evidente que o PMDB é um partido grande, democrático, e que não tem dono", afirmou.