De olho nas eleições de 2016, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) deu início à reforma administrativa na composição do primeiro escalão da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). A dança das cadeiras abriu espaço para o PSDB em postos importantes, como o de controlador-geral do município, que ficou com o ex-deputado estadual tucano José Maia.

Em contrapartida, o partido apoiaria o atual prefeito em uma candidatura ao Senado. “O caminho natural do Marcio (Lacerda) é se aproximar do PSDB, assim como o do PSDB é se aproximar dele. Estamos juntos desde o início deste processo, acreditamos muito na parceria. Dentro do nosso grupo, o Marcio é um grande nome para o Senado, é um homem preparado”, afirmou o deputado estadual João Vitor Xavier (PSDB), possível indicação tucana à sucessão na prefeitura.

Dez pastas sofreram alterações. Lacerda garantiu que, por enquanto, não haverá outras mudanças no primeiro escalão, porém, ainda deverá mexer nos cargos que compõem o segundo. Na última sexta-feira, Lacerda informou que trará “nomes de fora” para compor a administração.

“A intenção é fazer a prefeitura funcionar melhor, para que possamos chegar, ao final do ano que vem, com um percentual muito elevado de cumprimento do que prometemos em 2012”, disse o prefeito.

“Não pretendemos fazer mais alterações no primeiro escalão, mas, no futuro, teremos possíveis alterações no segundo escalão”, completou.

Luzia Ferreira (PPS), agora à frente da Secretaria Municipal de Políticas Sociais, era responsável pelo relacionamento com os vereadores, mas gerou descontentamento na Câmara Municipal.

Fontes ligadas ao prefeito afirmaram ainda que ele não teria aprovado a divulgação do nome dela como possível candidata à sucessão na PBH.

“São mudanças naturais, necessárias após seis anos de mandato. É importante incorporar outras forças políticas de fora do governo. Estou satisfeita com a Secretaria de Políticas Sociais”, destacou Luzia.

Ela foi substituída por Vítor Valverde, um técnico que deixou a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU).

Vereadores ouvidos pelo Hoje em Dia garantiram que, além de Valverde, as articulações com a Câmara ficarão a cargo de Josué Valadão, secretário de Obras. Ele permanece no posto, mas, extraoficialmente, terá o papel de intermediador com a Câmara.

“Todos gostam do Valadão na Câmara. O prefeito usou rapidamente a habilidade política dele para as relações com a Casa. Nós aprovamos”, disse um vereador que prefere não se identificar.