Um novo protesto contra a presidente Dilma Rousseff e seu partido, o PT, chegou a reunir neste sábado (6) cerca de 5.000 pessoas no centro de São Paulo, segundo a Polícia Militar.

O ato foi marcado por uma tentativa clara de, primeiro, isolar e, depois, excluir da passeata principal um grupo com cerca de 400 pessoas que defendia intervenção militar.
Na concentração, no MASP, o movimento pró-golpe foi constrangido por carros de som que reuniam a maioria dos manifestantes. Houve um princípio de tumulto e a Polícia Militar foi acionada.

"Nós não podemos dividir microfone com quem estava dizendo que são os militares que vão resolver isso", disse Rogério Chequer, do movimento "Vem Pra Rua".

Os defensores do militarismo foram, então, separados por um cordão policial. Inicialmente, eles foram contra a divisão dos grupos. Derrotados, só puderam caminhar rumo ao Comando Militar do Sudeste, próximo ao Ibirapuera, depois que a passeata principal saiu. Ao final do percurso, os manifestantes eram menos de cem.

Longe dos defensores do golpe, o protesto anti-Dilma seguiu pela avenida Paulista e desceu a Consolação com cartazes contra a corrupção na Petrobras e até de incentivo ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processo da operação Lava Jato, que apura o escândalo na estatal.

Dois movimentos organizaram a mobilização: o "Vem Pra Rua", que contou com o apoio de políticos da oposição, como o senador Aécio Neves (PSDB), e o "Movimento Brasil Livre", que se diz apartidário.

Apesar de ter divulgado o ato, Aécio não foi, o que irritou o cantor Lobão, espécie de símbolo do movimento.

"Só tem 'inimigo' aqui. Cadê o Aécio, o [senador eleito pelo PSDB Ronaldo] Caiado? Se eu passo aqui e vejo esse pessoal, acho que é tudo a mesma coisa. Estou pagando de otário", bradou.

Por volta das 17h -o ato começou às 15h-, o senador eleito por São Paulo José Serra (PSDB)se juntou ao ato.

"Democracia não é só eleição, é um sistema de valores e esses estão sendo pisoteados pelo PT", disse o tucano, que incentivou os manifestantes. "Continuem indo à rua expressar suas insatisfações e, por que não, sua revolta. O melhor da democracia é poder botar a boca no trombone", concluiu.