Sem recursos, candidatos de partidos menores têm se desdobrado para fazer campanha. No PCB e no PSOL a criatividade é a principal estratégia. Nessa quinta-feira (28), por exemplo, enquanto o candidato ao Senado Pablo Lima (PCB) tocava corneta nas ruas Curitiba e Carijós, Túlio Lopes (PCB), candidato ao governo, distribuía panfletos e explicava as propostas de governo.
 
“É uma forma de driblar os poucos recursos. Recebemos apenas contribuições de militantes”, explicou o candidato, que ainda cobrou sua participação nos próximos debates de TV e considerou como positivo o balanço de sua campanha. “Sou o candidato mais jovem e pontuei em todas as pesquisas, sempre disputando o terceiro lugar com Tarcísio Delgado (PSB), que possui um projeto político ultrapassado”, disse.
 
Já o candidato ao governo Fidélis Alcântra (PSOL) teve encontro na noite dessa quinta na UFMG com apoiadores das candidaturas a Deputado Federal pelo PSOL. Fidélis também fez um balanço positivo sobre sua propaganda eleitoral na TV. Com pouco tempo de exibição, o PSOL prefere focar sua solidariedade às lutas populares da cidade, defendendo a Ocupação Isidoro, na região norte de Belo Horizonte.
 
 
Tarcísio
 
Na tarde dessa quinta, o candidato Tarcísio Delgado visitou o Mercado Central, no centro da capital e comentou as demandas que ouviu durante o corpo a corpo. “Sou bastante forte no contato pessoal. Pude ouvir problemas das áreas de educação, segurança e principalmente de comércio tributário”.
 
Segundo Tarcísio, é preciso fazer uma reforma tributária com equalização, para colocar as pequenas empresas em condições de igualdade no mercado. O candidato voltou a bater na tecla de que os royalties do minério devem subir para 10% e defendeu a parceria com prefeituras para reduzir a alíaquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).