A nova reforma no secretariado do governo de Minas vai contar com a participação do pré-candidato Pimenta da Veiga (PSDB) nas negociações. O objetivo é redistribuir os cargos de forma a garantir o apoio das legendas à candidatura tucana ao Palácio Tiradentes.

Na noite da última quarta-feira (19), Pimenta se reuniu com representantes do governo e dirigentes do PR em Brasília para dar andamento à reforma. O vice-governador Alberto Pinto Coelho, responsável pelas negociações com os partidos aliados, assume o governo no próximo dia 4 de abril. O governador Antonio Anastasia (PSDB) anunciou que vai exonerar todo o primeiro escalão, que soma 17 secretarias, para que o vice monte sua equipe. Além de manter a secretaria de Regulação Urbana, o PR vai pedir, ainda, uma segunda pasta daquelas que contam com os maiores orçamentos do governo: Saúde, Transportes e Obras Públicas ou Desenvolvimento Social.

“O PR cresceu muito, aumentou seu tempo de televisão e esse ano temos expectativa de fazer até seis deputados estaduais. Agora temos mais representatividade e isso se reflete na nossa participação no governo”, declarou o subsecretário da Casa Civil Leonardo Portela (PR). Ele deixa a pasta para se candidatar à Assembleia Legislativa.

Toma lá, dá cá

Segundo uma fonte, o PR “aumentou seu passe” depois que o PT teria oferecido à legenda a presidência nacional da Funasa em troca do apoio à pré-candidatura de Fernando Pimentel. Questionado sobre a “oferta”, Portela negou. “Não tenho essa informação. Temos uma ligação forte com o governo tucano”.

O PDT, partido que chegou a perder duas secretarias, já se reuniu com Alberto e indicou o nome do técnico André Melo para a Agricultura. “Agora vamos esperar o Alberto concordar e bater o martelo. Mas já está muito bem encaminhado”, declarou o presidente do PDT mineiro, Mario Heringer.

O PSB, que conta com Ana Lúcia Gazzola na secretaria de Educação, também vai tentar manter a pasta ou reconduzi-la. Isso só seria possível caso Gazzola não saia candidata a algum cargo.

“Ainda não fui procurado pelo Alberto ou pelo governador para falar sobre as exonerações”, declarou o presidente do PSB, deputado federal Júlio Delgado. Ele disse que espera que o partido tenha participação no governo e nas eleições. “Vamos continuar querendo participar do processo”.

O PTB, PSD e DEM também se reunirão com Alberto para apresentar suas demandas.