RIO DE JANEIRO - O Ministério Público Eleitoral acusou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) de fazer campanha antecipada ao governo do Rio em culto evangélico com o pastor Silas Malafaia. A ação foi proposta na última terça-feira.


Se condenados, Lindbergh e Malafaia terão que pagar multas que pode ir de R$ 5 mil a R$ 25 mil. Os dois ainda apresentarão suas defesas ao Tribunal Regional Eleitoral.


 O petista foi filmado ao lado do pastor em sua igreja, a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no último dia 13. Diante dos fiéis, Malafaia ofereceu uma "oração grátis, 0800" para Lindbergh e sugeriu que ele pode vencer as eleições de 2014.


"Quem sabe eu tô orando pelo futuro governador do Estado, um cara forte. Não custa nada, né?", afirmou.


Para o procurador Maurício da Rocha Ribeiro, o petista se comportou "como pré-candidato ao governo que nitidamente receberá apoio político" do pastor.

 "Se buscou fixar, de maneira ostensiva e insistente, a figura do representado Lindbergh Farias na mente dos frequentadores da igreja", afirmou Ribeiro.

A lei eleitoral veda qualquer ato de pré-campanha até 5 de julho do ano da votação. A assessoria de Lindbergh informou que seus advogados ainda contestarão as acusações no TRE.

A aproximação com o senador indica uma mudança nas alianças de Malafaia, que é rival histórico do PT e pediu votos para José Serra (PSDB) nas últimas duas eleições.

Em 2010, o pastor liderou os ataques à presidente Dilma Rousseff por declarações sobre o aborto. Em 2012, acusou o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, de distribuir material para "ensinar homossexualismo nas escolas".