O deputado federal João Magalhães (PMDB) foi denunciado pela Procuradoria-geral da República por tráfico de influência e crime contra a administração pública. O ministro do STF Gilmar Mendes deferiu o pedido do procurador-geral, Roberto Gurgel, para desmembrar a investigação, acelerando sua tramitação.

Além de Magalhães, também são investigados o ex-deputado Márcio Passos (PR), a ex-prefeita de São José do Jacuri Alixandrina Machado e o sócio-gerente da construtora Ponto Alto, principal empresa usada pelo esquema para desviar recursos públicos.

Estão sendo cumpridas diligências solicitadas pela procuradoria a fim de colher mais provas para a apuração. Serão colhidos novos depoimentos e foi determinado ao Tribunal de Contas da União (TCU) que forneça documentação referente a outros contratos envolvendo os réus.

O novo inquérito trata-se de um desdobramento de um dos maiores esquemas de fraude em licitação e vendas de emendas parlamentares deflagrado pela operação João de Barro realizada pela Polícia Federal em 2008. Ao todo, teriam sido desviados mais de R$ 700 milhões dos cofres públicos.

Passos e Magalhães seriam os verdadeiros proprietários da construtora. Com o desmembramento do inquérito, João Magalhães passa a ser investigado individualmente.
Na nova denúncia, Magalhães é investigado por supostas irregularidades na liberação de recursos da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) para o município localizado no Vale do Rio Doce.

Também é investigado um segundo contrato no valor de R$ 100 mil firmado entre a prefeitura e o Ministério da Integração Nacional para a construção de duas pontes.
Em ambos casos, o parlamentar teria negociado a liberação de emenda em troca do recebimento de parte da verba liberada pela União.

Outro lado

Ao Hoje em Dia, João Magalhães declarou que ainda não foi notificado sobre o desmembramento do inquérito, mas que isso não o preocupava. Ele não quis falar sobre as denúncias.