O governo brasileiro se disse decepcionado com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o país do Acordo de Paris. Por meio dos ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente, o Brasil manifestou preocupação com o “impacto negativo” que a decisão pode causar e se comprometeu novamente com o “esforço global de combate” às mudanças climáticas.

Firmado em 2015, o acordo define os compromissos de cada país para lutar contra os efeitos das mudanças do clima. Com metas para reduzir emissões de gases, o texto do acordo já foi assinado por 195 nações e ratificado por 147.

“O governo brasileiro recebeu com profunda preocupação e decepção o anúncio no dia de hoje, 1° de junho, de que o governo norte-americano pretende retirar-se do Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e 'renegociar' sua reentrada. Preocupa-nos o impacto negativo de tal decisão no diálogo e cooperação multilaterais para o enfrentamento de desafios globais”, afirmou o governo, por meio de nota conjunta assinada pelos dois ministérios.

Segundo o comunicado, o governo brasileiro dará continuidade às ações de implementação do acordo, já que o combate às mudanças climáticas é "irreversível" e "inadiável". Citando o crescimento econômico, o Itamaraty e o ministério do Meio Ambiente defendem que, com o acordo, surgirão oportunidades para o desenvolvimento sustentável e novas opções tecnológicas.

“O governo brasileiro continua disposto a trabalhar com todos os Países Partes do Acordo e outros atores na promoção do desenvolvimento sustentável, com baixas emissões de gases de efeito estufa e resiliente aos efeitos adversos da mudança do clima”, escreveram. Ao elogiar o acordo, o governo federal também afirma que ele dá margem para que cada país defina as medidas de acordo com as “responsabilidades e capacidades de cada um”.

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