NANTERRE (França) - A justiça francesa abriu um inquérito contra a revista Closer após a publicação de uma foto em que a atriz Julie Gayet aparece dirigindo seu carro, no dia 17 de janeiro - uma semana após as revelações sobre o caso de Gayet com o presidente da França.
 
O inquérito preliminar por "violação de privacidade" é uma resposta à queixa apresentada pela atriz após essa segunda leva de fotos mostrando sua intimidade, explicou o procurador da república de Nanterre, perto de Paris, Robert Gelli. 
 
Segundo o procurador, "esta queixa diz respeito especificamente à segunda edição da Closer", na qual Gayet é vista ao volante de seu carro - um local privado, segundo a jurisprudência francesa. 
 
Essa resposta judicial da atriz é diferente do processo civil por invasão de privacidade contra a revista Closer, com a primeira audiência prevista para o dia 6 de março no tribunal de Nanterre. 
 
Nesse processo civil, Gayet pede 50 mil euros (cerca de 150 mil reais) de indenização por danos morais, 4 mil euros pelos custos do processo e também uma retratação judicial pública em metade da capa da revista. 
 
As revelações da Closer, publicadas em 10 de janeiro, foram embasadas em fotos de Gayet e Hollande mostrando o suposto casal numa rua de Paris, clicados separadamente na frente de um prédio onde o casal se encontraria regularmente. 
 
Uma semana depois, a revista publicou uma nova edição indicando que o caso entre a atriz e o presidente já durava dois anos. 
 
Em entrevista coletiva concedida no dia 14 de janeiro, Hollande manifestou sua "indignação total" após as denúncias da Closer, mas afirmou que não levaria a revista aos tribunais. 
 
A revista Closer revelou, em 10 de janeiro, o caso entre a atriz Julie Gayet, de 41 anos, e Hollande, de 59. Após duas semanas de frenesi mediático, o presidente anunciou em 25 de janeiro sua separação da jornalista Valérie Trierweiler, com quem vivia desde 2007.