MOSCOU - O diretor artístico do Bolshoi, Serguei Filin, agredido com ácido em janeiro, voltou neste sábado (14)  a Moscou depois de vários meses de tratamento em uma clínica alemã e deve se reunir com os membros do teatro na  terça-feira. "Eu me sinto bem hoje", declarou Filin no aeroporto à rede de televisão pública russa Pervyi Kanal.

Ele usava óculos de sol para proteger os olhos e as marcas de queimaduras ainda podiam ser vistas. Serguei Filin deve se reunir com os integrantes do Bolshoi na terça, antes da abertura de uma nova temporada no teatro.

Atacado com ácido no dia 17 de janeiro perto de casa, Serguei Filin recebeu um transplante de pele e foi submetido a mais de 20 cirurgias nos olhos. Os médicos alemães conseguiram recuperar parte de sua visão.

Seu olho esquerdo teve 80% da visão recuperada e seu olho direito pode enxergar grandes imagens, segundo um comunicado da clínica. Há um mês e meio, ele enxergava 10% com a vista esquerda e nada com a direita.

Depois do drama, que chocou o mundo artístico, as acusações se voltaram para um dos bailarinos da companhia, Pavel Dmitritchenko, atualmente em prisão provisória. Ele é suspeito de ter organizado o ataque.

O principal bailarino do Bolshoi, Nikolai Tsiskaridzé, acusado quase que abertamente pela direção do teatro de ser o instigador do crime, teve a renovação do seu contrato recusada. O diretor do Bolshoi, Anatoli Iksanov, foi demitido em julho pelas autoridades russas.