Um dos setores que mais deve sofrer impacto com a nova bandeira tarifária na energia elétrica é o das padarias. De acordo com a Associação Mineira da Indústria de Panificação (Amipão), o custo da energia consome entre 8 e 12% do faturamento mensal das empresas.

E, com a eletricidade cada vez mais cara, alguns donos desses negócios estão buscando na energia solar uma saída para diminuir despesas. Proprietário de uma rede de sete lojas em BH, Vinícius Dantas , presidente da Amipão, passou a comprar energia diretamente de usinas fotovoltaicas e conseguiu economizar 22% com o insumo. “Hoje, gasto, em média, R$ 100 mil por mês com energia. Em um ano, consigo economizar mais que o valor total de dois meses dessa conta”, afirma o empresário, que diz que, atualmente, cerca de 200 das cerca de 2 mil padarias da capital já compram energia solar.

Líder em produção

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostram que Minas é o primeiro estado brasileiro com maior potência de geração solar instalada em telhados e pequenos terrenos. São 1.142,9 MW em operação, o que corresponde a 18,1% de todo o parque nacional. “Fica mais barato para o governo incentivar a energia solar do que pedir que a população economize. Usinas fotovoltaicas de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores que o das termelétricas fósseis ou que os da energia importada de países vizinhos”, diz o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk.

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