A pesquisa do Sebrae Minas sobre tomada de crédito por micro e pequenos empreendedores também mostrou que oito a cada dez entrevistados, em Minas, aplicaram os recursos obtidos nos objetivos iniciais que os levaram a captar os financiamentos. Um dos exemplos é do empresário Plínio César Noronha, dono de uma rede de petshops em BH. Vendo o mercado em expansão, ele contou com um aporte de aproximadamente R$ 200 mil, que foram usados para ampliar as duas unidades que já tinha em funcionamento no Mercado Central e inaugurar outra, em maio, em um shopping da capital. 

“Vi que era o momento certo de captar os recursos e fazer os investimentos para já estar um passo à frente da concorrência no futuro próximo”, explica o empresário, que fez o empréstimo em fevereiro deste ano.

Já Marcelo Chaves, dono de uma copiadora há 20 anos, usou os cerca de R$ 100 mil captados em um financiamento no ano passado para ampliar o fluxo de caixa da empresa e se fortalecer frente às incertezas causadas pela crise econômica, que veio a reboque da pandemia da Covid-19. 

Com as contas equilibradas, o empresário garante ser possível vislumbrar investimentos até o fim do ano. “Fiz uma escolha de buscar os investimentos no ano passado para me manter vivo e consegui ter um fluxo de caixa em que agora estou mais forte do que em 2020. Já estou planejando um investimento até o fim do ano e, parte dele, virá dos recursos que captei no ano passado”, garante Marcelo.


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