O arquiteto Rodrigo Moura, da capital, também viu os negócios expandirem na pandemia. De uns meses para cá, ativou a própria microempresa em sistema de home office – deixando de lado o escritório físico do qual era sócio, até o ano passado. Agora, com estagiários e colaboradores, convocados a cada novo projeto, diminuiu custos e elevou significativamente o faturamento. 

“Com a demanda crescente na pandemia por reformas e alterações em imóveis, por exemplo, vimos que valeria mais a pena fazer tudo de forma remota. Assim, conseguimos ampliar a atuação, priorizando projetos de construção civil, para além da Grande BH”, relata.

Especialista em fachadas de lojas, Filipe Barreto foi outro que aproveitou a demanda para turbinar a Ibra Edificações e Comércio, criada neste ano como MEI. Após ter cultivado boa clientela, ao trabalhar para outra empresa, ele não tem do que reclamar e já pensa em dar mais um passo: tornar-se contribuinte do Simples Nacional. 

“Pelo que tenho sentido do mercado, a tendência é que minha empresa individual cresça e mude de patamar. Mas, antes, pretendo me estruturar melhor, porque sei que a gestão terá de ser muito bem feita e a carga tributária também subirá”, afirma 
Para Jefferson Santos, analista do Sebrae Minas, tanto a medida adotada por Rodrigo, de priorizar o trabalho remoto, quanto a preocupação de Filipe, que, antes de crescer quer se pretende para tal, são exemplos a ser seguidos por empreendedores de diferentes segmentos. 

“O sucesso do empreendedorismo, seja na construção civil ou em outro setor, não virá se a pessoa se basear apenas em seu conhecimento da área, sem estar atento às tendências do mercado. Ao planejar crescimento, também é preciso buscar conhecimentos e assessoria, como a do Sebrae, em questões como a parte gerencial, contábil, tributária e de pessoal”, afirma. “O ideal é não ter de trocar a roda com o carro andando”, completa.

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