Aprovada também nesta semana, a CPI da Assembleia Legislativa de Minas que vai investigar supostas irregularidades e prejuízos bilionários na gestão da Cemig deve ter a composição definida na terça (22). A tendência é de que presidência e relatoria sejam ocupadas pelo bloco independente “Minas São Muitas”, do presidente da ALMG, Agostinho Patrus (PV). 

O deputado Sávio Souza Cruz (MDB) é apontado como favorito para ocupar a presidência ou a relatoria da CPI. Outro nome certo na comissão é do deputado Professor Cleiton (PSB) – autor do requerimento que instaurou a CPI.

Nos bastidores, a expectativa é de que os comecem na quinta (24). As investigações devem se concentrar em quatro pontos. O primeiro versa sobre contratações diretas realizadas desde janeiro de 2019 pela Cemig “sem realização de licitação”. O segundo se concentra na realização de “alienações de ativos e ações da Cemig, a partir de janeiro de 2019, relacionadas à sua participação societária na Renova, Light e Taesa”, que estariam em desconformidade com a lei.

O terceiro é sobre “a prática de condutas ilegais e imorais por parte de diretores e empregados da Cemig e de suas subsidiárias. E o quarto e último tópico aborda a “prática ilegal e antieconômica da transferência de atividades administrativas da Cemig para São Paulo (SP), gerando assim prejuízos ao interesse público estadual”. 

Na quarta-feira, o líder do governo Zema na ALMG, Gustavo Valadares (DEM), garantiu que tanto o Executivo quanto a direção da Cemig não têm “um milímetro de apreensão” quanto às investigações.

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