O encolhimento dos pequenos negócios em Minas Gerais durante a pandemia fez com que muitos mineiros, passando por necessidades de toda ordem, mudassem os rumos profissionais. Com isso, deixaram de lado o sonho de serem patrões de si mesmos para buscar em empregos formais a esperada segurança no mercado.

Essa foi a opção da jornalista Raquel Santiago, de 41 anos, que decidiu interromper as atividades de uma agência de assessoria de imprensa, montada por ela em 2019, para assumir cargo, na mesma área, no governo de Minas, em abril deste ano. 

Mãe de três meninas, a jornalista não titubeou quando viu-se diante da nova porta profissional, mesmo abrindo mão de estar à frente do próprio negócio. “Em meio a toda essa crise, ter a possibilidade de ter um emprego formal é algo que nos leva a adiar os sonhos. Em 2019, fiz o caminho inverso: saí de um emprego de anos e fui empreender. Mas agora as incertezas pesaram mais”, explica a jornalista.

Caminho parecido foi seguido pela contadora Bianca Leão Cadete, de 25. No ano passado, ela montou uma loja de venda de lingeries e roupas femininas. Com a chegada da pandemia, viu o negócio minguar, em meio a crescentes incertezas. 

Com a oferta de uma vaga de contadora em escritório do ramo, em BH, não pensou duas vezes. “Foi a oportunidade perfeita para conseguir trabalhar na minha área, depois de tanto investir nela. Entre a instabilidade de ser empresária e ter um salário fixo, preferi a segunda opção”.

Leia também: 

Pandemia fecha portas: crise já provocou o encerramento de mais de 10 milhões de pequenos negócios