O tráfego aéreo entre Minas Gerais e Estados Unidos é muito forte, porque há uma grande população egressa do Estado vivendo naquele país da América do Norte, especialmente nas regiões das cidades escolhidas como destino pela Eastern Airlines, a partir de Confins (Boston, Miami e Nova York).

Segundo o gestor de Conectividade da BH Airport, Clayton Begido, os voos diretos (seis semanais, com passagens em torno de R$ 2.500, ida e volta) representam um marco para o Aeroporto de Confins e para a população mineira, que está cansada de ter que ir para São Paulo e Rio de Janeiro para chegar aos Estados Unidos. “Haverá um ganho logístico, com menos quilometragem para percorrer e ganho de qualidade, que vai estimular mais o mineiro a viajar”, argumenta ele.

O voo BH-Boston, ressalta, é uma quebra de paradigma, pela quantidade de brasileiros que moram na região e vem para Minas. “Duvido que haja um mineiro que não conheça alguém que viva em Boston. Sem o voo direto, o trajeto é de Boston para Miami, depois para São Paulo, depois a BH, e, ainda, de BH para Valadares. Agora, vai fazer uma conexão só”, reforça.

Ampliação

Se esses destinos iniciais derem certo, a Eastern deve criar linhas entre BH e outras cidades, como São Francisco, Los Angeles e Chicago. “Sabemos que existe muito brasileiro querendo ir para a Califórnia, mas não há voo direto”,afirma Begido. Ele diz ainda que o modelo de negócio da Eastern se parece ao da BH Airport: aproveitar nichos de mercado. 

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