O risco de empreender e as dificuldades enfrentadas para manter um negócio fazem com que muitos microempreendedores individuais abandonem as atividades bem antes do que se poderia imaginar. Segundo IBGE, aproximadamente 25% das MEI fecham com menos de um ano de funcionamento.

A contadora Bianca Leão, de 24 anos, abriu uma loja virtual de roupas íntimas femininas após ser demitida de um escritório de contabilidade em BH, em maio de 2020. Após dez meses em atividade e queda nas vendas, Bianca decidiu começar a procurar emprego formal. Após conseguir recolocação, não titubeou e fechou o empreendimento. “Entre permanecer em meio às incertezas de tocar o próprio negócio e saber que terei salário certo ao fim do mês, optei pela segunda alternativa”, destacou ela.

Em sentido inverso, segundo José Walter Lima, analista do Sebrae Minas, o MEI tem sido, mais do que nunca, alternativa para quem fica desempregado. Mas há requisitos imprescindíveis para que não se tenha outra decepção. “Abrir MEI sem conhecer bem o mercado escolhido, apenas para continuar trabalhando, não é aconselhável. Uma falência pode causar prejuízo bem maior que um período de desemprego”, explica.

Semana do MEI

Para tentar dar aos empreendedores ferramentas para encarar os desafios de tocar o próprio negócio, o Sebrae promove, de anteontem até sexta (14), a Semana do MEI. O tema desta edição é “Uma nova visão para o futuro do seu negócio”, inspirado no bordão do empreendedor, influenciador digital e escritor, Rick Chester. 

Neste ano, devido à pandemia, a programação será totalmente on-line, com oficinas e palestras sobre inteligência emocional, oportunidades de negócios e tendências, planejamento, finanças, vendas e estratégias de marketing. 

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