O pessimismo em relação ao futuro da economia, refletido nos indicadores do mercado, também atinge os pequenos negócios em Minas. Mesmo com a flexibilização definida nos últimos dias para o comércio e os serviços, no Estado e, ontem, na capital (Leia mais em Horizontes), ao menos em março a confiança dos micro e pequenos empreendedores mineiros, incluindo os de BH, despencou. 

É o que mostra o Índice Sebrae de Confiança dos Pequenos Negócios (Iscon), divulgado pelo Sebrae Minas e que caiu 17 pontos em relação a fevereiro, variando de 109 para 92 pontos. O índice que vai até 200, determina que resultados acima de 100 refletem otimismo e, abaixo, pessimismo. O resultado é o pior de 2021. O comércio apresentou o pior índice, com 87 pontos – 23 a menos que nao mês anterior.

Segundo a analista do Sebrae Minas Paola La Guardia, o pessimismo do comércio é reflexo das medidas restritivas para conter o avanço da pandemia no Estado. “Quase metade desses estabelecimentos estavam sofrendo com as restrições de funcionamento, o que acaba impactando diretamente no faturamento. Enquanto perdurar certa indefinição em relação à vacinação, o pessimismo deve permanecer”, afirma.

Dono de três lojas de armarinho e tecidos em Venda Nova, em BH, Agmar de Souza sentiu efeitos diretos do agravamento da crise. Com as portas fechadas e cheio de indefinições, até ontem, ele mostrava-se receoso. “Hoje, não temos perspectiva de manter empregos e nem os negócios em funcionamento. A continuar do jeito que está, vamos ter que encolher bastante para sobreviver”, lamenta Agmar.

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