As mudanças na rotina impostas pela Covid-19 fizeram com que o coordenador de TI Rafael Guimarães, de 31 anos, engrossasse o número de moradores de BH que buscam e atingem o sonho de ter uma casa no campo - para morar, não apenas para frequentar aos finais de semana. 

Há cerca de um mês, ele e a esposa, Cíntia, adquiriram um dos poucos lotes restantes do condomínio Veredas ds Gerais, em Nova Lima. É lá que o casal pretende construir a nova e ampla moradia.

“Moramos hoje em um prédio com área comum e piscina, na capital, mas, pelo fato de estarmos em home office e de vermos nosso filho sem espaço e sem possibilidade de brincar e se desenvolver, decidimos adquirir o lote”, afirma Guimarães. Agora, é segurar a ansiedade: “Esperamos que, somando regularização e obras, consigamos ir para a casa nova em um ano e meio”.

Também comprador de lote no Veredas das Gerais, o engenheiro Renato Cardoso, de 51, espera não apenas desfrutar de mais qualidade de vida, mas surfar nesse movimento de mercado. “Tenho empresa e atuo há muitos anos em obras de prédios e reformas, mas estou mudando o foco para casas em condomínios”, explica. E a empolgação faz sentido: “Um bom número de compradores está finalizando agora os processos de escritura para iniciar as construções. É aí que entro com minha experiência”, sustenta.

Financiamentos

Mesmo com custos em alta em razão do aumento de preços de insumos, as perspectivas da construção civil são animadoras. Segundo a Associação Brasileira de Entidades de Crédito para o setor (Abecip), o financiamento imobiliário deverá bater recorde em 2021. A perspectiva é de que chegue a R$ 160 bilhões, aumento de 27% sobre 2020.

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