Em meio ao acirramento da pandemia, o bolso do consumidor também não para de sofrer. Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (22) pelo site Mercado Mineiro, realizada em 145 postos de combustíveis da Grande BH, entre os dias 18 e 20 deste mês, mostra que o preço médio da gasolina subiu 8,8% apenas em 30 dias, acumulando alta de 21% desde janeiro. Já o etanol aumentou 13,7% em um mês, somando 31% de elevação no ano. Com isso, o derivado da cana de açúcar deixou de ser alternativa viável à gasolina, como se previa desde o início de março.

"Se o consumidor colocar a conta na ponta do lápis, verá que o etanol, cujo preço médio na região metropolitana passou de R$ 3,698 para R$4.207, desde o dia 26 de fevereiro, representa agora, também em média, 73% do valor gasolina (que saltou de R$5,293 e atualmente R$5,759", diz o coordenador do Mercado Mineiro e economista Feliciano Abreu. 

"Ou seja, passou do patamar de 70%, que o tornava viável. Ou seja, o jeito é esperar que a safra (da cana de açúcar) entre o mais rápido possível, que esses preços caiam e que tenhamos o etanol como uma opção de saída para o consumidor neste momento extremamente crítico, em função da pandemia", acrescenta.

Ainda em relação à gasolina, Abreu lembra que, na semana passada, depois de anunciar seis aumentos seguidos no ano,  a Petrobras decretou redução de 5% no preço do produto, nas refinarias. A boa notícia, contudo, ainda não havia se refletido nos valores das bombas da Grande BH, quando a pesquisa do Mercado Mineiro foi realizada. "Provavelmente, isso acontecerá nos próximos dias", ressalta o economista.

Diesel

O Preço médio do litro do Diesel S10 também subiu no último mês, mas bem menos que a gasolina e o etanbol: 1,30%. O preço médio do litro do produto, que em 26 de fevereiro era R$ 4,361, passou para R$ 4,418 nos postos da RMBH. No levantamento de semana passada, na capital, o menor preço do litro era de R$4,169 e o maior, R$ 4.999, variação de 19,91%. O preço médio em Betim era de R$ 4,240 e em Contagem, de R$ 4,316.