A criação de gado no país reduziu o ritmo de alta em 2011, após três anos consecutivos de aumento, o que indica um encerramento no ciclo de pecuária, com animais prontos para o abate. Como resultado, deve haver estabilidade no número de bovinos no Brasil em 2012, segundo o IBGE, que divulgou a pesquisa Produção da Pecuária Municipal.

Os bovinos totalizaram 212,798 milhões de cabeças em 31 de dezembro de 2011. O rebanho cresceu 1,6% em relação a 2010, após já ter aumentado 2,1% no ano anterior. Em 2009, a expansão foi de 1,5%.

O município de São Félix do Xingu, no Pará, tinha o maior número de animais, o equivalente a 1% do total nacional. Mas o destaque no ranking de maiores criadores no ano foi o município de Altamira, no Pará, que subiu da 28.ª posição em 2010 para o 12.º lugar em 2011.

"O ciclo da pecuária dura três anos, que é o tempo para o bezerro crescer e virar carne", explicou Adriana Santos, pesquisadora da Coordenação de Agropecuária do IBGE: "A gente acredita que esse ano de 2011 está fechando um ciclo da pecuária. Daqui para frente, a tendência deve ser de estabilidade. Já tem animal pronto para abater."


Abate

Adriana lembrou que, no ano passado, ainda havia falta de animais para o abate. "Os frigoríficos estavam reclamando muito disso", notou. Como resultado, houve aumento no preço da carne para o consumidor. O movimento de valorização do produto voltou a ocorrer este ano, mesmo com a oferta maior de bovinos, mas, desta vez, o encarecimento da ração foi o vilão.

Em 2011, a região Centro-Oeste detinha a maior fatia do rebanho bovino nacional (34,1%). No entanto, a criação da região ficou estável em relação a 2010 (0,1%). Os aumentos nos rebanhos foram detectados nas regiões Nordeste (2,9%), Norte (2,7%), Sudeste (2,8%) e Sul (0,4%).

A pesquisadora ressaltou, ainda, que a expansão na produção nacional de leite foi expressiva, de 4,5%. "Pode ter ocorrido por uma maior eficiência do rebanho", cogitou Adriana. Dentro da pesquisa, foi detectado também um aumento relevante na criação de codornas (19,8%) e na produção de ovos de codorna (12,1%). As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.