O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou três financiamentos para os complexos eólicos Chapada do Piauí I, II e III, no valor total de R$ 1,3 bilhão. O potencial de geração é de 436,7 MW. O maior financiamento foi de R$ 575 milhões para o projeto do Complexo Eólico Chapada do Piauí II. Seus seis parques eólicos devem gerar 172,4 MW em energia.

O Complexo Eólico Chapada do Piauí I, por sua vez, foi o primeiro a ter o financiamento aprovado e receberá R$ 555 milhões. Serão sete parques eólicos com 115 aerogeradores e potencial de 205,1 MW.

Já o complexo Chapada do Piauí III recebeu R$ 170 milhões. Os recursos serão usados na implantação de dois parques eólicos com capacidade de gerar 59,2 MW nos municípios de Marcolândia e Caldeirão Grande do Piauí, na chapada do Araripe, região do Alto Médio Canindé.

Além disso, as empresas contrataram com o banco R$ 9,1 milhões para investimentos sociais no entorno dos projetos. Por orientação dos técnicos do BNDES, os projetos devem ser nos eixos de educação, abastecimento e saneamento.

"Os 247 aerogeradores a serem usados nos projetos atendem à política do BNDES de índice de nacionalização. Isso implica dizer que a maior parte de seus componentes são fabricados no País, gerando empregos no Brasil", destacou a instituição de fomento.

Segundo o BNDES, as obras devem criar mil empregos diretos e 2,3 mil indiretos no Estado. Na fase de operação serão 170 diretos e 230 indiretos.