A Cemig Telecom, subsidiária da Companhia Energética de Minas Gerais, vai concluir neste mês um investimento de R$ 40 milhões iniciado no final do ano passado para cobrir toda a rede de fibra ótica da companhia com a tecnologia DWDM, capaz de aumentar em até três vezes a velocidade das conexões de fibra ótica. A previsão é a de que até o final do processo, 94 municípios atendidos pela empresa estejam cobertos pelo DWDM, última geração em fibra.

Da sigla que vem do inglês Dense Wavelength Division Multiplexing, o nome complicado é uma maneira de dizer que a fibra ótica será virtualmente dividida, permitindo que milhares de canais se abram, transmitindo as informações.

“É como se cada fibra se multiplicasse em muitas, abrindo portas. Dessa forma, há uma redução do ruído e uma ampliação da velocidade”, explica o ex-ministro das Telecomunicações e sócio da Orion Consultores, Juarez Quadros.

O presidente da Cemig Telecom, Aloísio Vasconcelos, não tem dúvidas de que a tecnologia vai encher os olhos do portfólio de clientes da companhia, composto por bancos, grandes redes de lojas e empresas que precisam de forte tráfego de dados, além das próprias operadoras de internet que atuam nessas áreas. “Afinal, é como se a rede não fosse compartilhada”, diz. De acordo com ele, hoje 64 dos 94 municípios atendidos já possuem a tecnologia.

No Estado, segundo o presidente da companhia, a intenção foi investir em anéis de rede de fibra ótica, com o objetivo de ampliar a segurança do abastecimento da transmissão de dados.

Os anéis, conforme explica Vasconcelos, ampliam a “redundância” do fornecimento. Isso significa que se houver interrupção de abastecimento por uma rede, o cliente pode ser abastecido por outra. Há anéis de abastecimento no Sul de Minas, Triângulo, Leste, Região Metropolitana e Região Central. Atualmente, a única região que não é atendida neste modelo é a Norte. “Não é uma região que, por enquanto, apresente demanda”, diz o presidente da Cemig Telecom.

A companhia ainda não terminou de implantar a rede DWDM, mas já está em fase de pesquisa para o que virá depois. “O mercado de telecomunicações é extremamente rápido. Em um ou dois anos todo mundo terá DWDM. Em um ou dois anos queremos estar muito à frente”, diz Vasconcelos. Por isso, segundo ele, os funcionários da empresa participam constantemente de eventos no país e até mesmo internacionais.

Celular

O desenvolvimento interno de novas tecnologias também é prioridade na Cemig Telecom. Em Sete Lagoas, na região Central do Estado, a empresa desenvolve o projeto de uma Small Cell. Trata-se de uma antena para difundir o sinal do celular, ideal para aglomeração de pessoas. Em grandes quantidades, o objeto também pode ser utilizado para substituir as grandes antenas que poluem visualmente a cidade, conforme afirma o presidente da Cemig Telecom.