O Facebook divulgou nesta quarta-feira (29) durante seu balanço do segundo trimestre que teve lucro 9% inferior ao período correspondente no ano passado, principalmente por causa de despesas em desenvolvimento em áreas como aplicativos e realidade virtual.

A rede social disse ter atingido 1,49 bilhão de usuários ativos nos três meses encerrados em 30 de junho, expansão de 13% ante 2014. O número de pessoas que acessam o serviço por meio do celular cresceu proporcionalmente mais (23%), para 1,31 bilhão.

O faturamento passou para US$ 4,04 bilhões ante US$ 2,91 bilhões, incremento de 38,8%. Desse montante, US$ 3,83 bilhões (94,8%) são oriundos de publicidade, dos quais US$ 2,91 bilhões (76%) só em dispositivos móveis.

Após o anúncio, os títulos da empresa americana na Bolsa Nasdaq chegaram a cair 5,3% nas negociações após o fim do pregão, mas se recuperaram parcialmente. Por volta das 18h30 (horário de Brasília), suas ações eram comercializadas a US$ 94,74 (retração de 2,38%).

Os custos e despesas da gigante de internet, dona de Instagram e WhatsApp, subiram 82%, para US$ 2,77 bilhões, no período.

O lucro, de US$ 715 milhões, foi de US$ 0,25 por ação ante US$ 788 milhões (US$ 0,30 por ação) no mesmo período no ano passado.

A companhia já havia publicado que gastaria mais durante este ano, mas analistas estão pouco confiantes de que o investimento terá retorno significante em faturamento nos próximos meses.

Uma das áreas onde o Facebook está gastando mais é em realidade virtual -em março do ano passado, adquiriu a Oculus VR, fabricante de óculos que proporcionam uma experiência de "imersão" em um universo digital, por US$ 2 bilhões.