Imagine um evento para capacitar e estreitar as relações entre protagonistas de projetos sociais de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que preveem a melhoria de indicadores sociais definidos pela ONU. De quebra, empresários interessados em investir no terceiro setor também participam. Pois é exatamente essa a proposta do Baanko Challenge Social, cuja segunda edição em Belo Horizonte – iniciada em 27 de junho – terá seu desfecho neste sábado (18).

O evento foi criado a partir da preocupação com o cenário do terceiro setor no Brasil. Levantamento da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), em 2010, revelou que existiam 290 mil organizações. Hoje, incluindo as não registradas, a estimativa é de que existam 380 mil.

“Muitos deles, porém, não atingem um patamar de estabilidade por falta de incentivo ou profissionais adequados. No Brasil, empresários ainda não investem em projetos sociais como lá fora”, explica o criador do Baanko Challenge, André Lara Resende, também professor da Fundação Dom Cabral.

O primeiro evento foi realizado em maio do ano passado, em Belo Horizonte. No fim do ano, foi a vez do Rio de Janeiro sediar um Baanko Challenge. O sucesso das experiências já garantiu, além da dobradinha nas capitais mineira e fluminense, a estreia em São Paulo. “Teremos uma edição em Buenos Aires no ano que vem. Estamos conversando para levar o evento aos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Inglaterra”, conta Resende.

A atual edição realizada em Belo Horizonte tem o desfecho neste sábado. Já foram selecionados e premiados dez negócios sociais e outras dez startups escolhidas receberão prêmios no evento de encerramento.

Mas o carro-chefe é o trabalho feito com os Projetos Sociais de Impacto. Entre 35 interessados, oito foram selecionados.

“Objetivo é que o Baanko Challenge incentive o investimento em projeto social no Brasil” André Lara Resende, criador do Baanko Challenge

BH sedia segunda edição de projeto de integração