A alta de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros da economia (Selic), para 13,25% ao ano, anunciada nesta noite de quarta-feira (29), pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, terá um efeito "muito pequeno" nas operações de crédito para pessoa física e empresas, projeta a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Pelos cálculos da entidade, a taxa de juros média dos bancos para consumidores subirá 0,99 ponto porcentual, para 119,03% ao ano, provocando uma variação de mais de 800% em relação à Selic. Já a taxa de juros média cobrada pelos bancos para empresas deverá aumentar 0,74 ponto porcentual, para 58,88% ao ano, segundo projeções feitas pelo diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, Miguel Ribeiro.

De acordo com projeções da associação, a alta da Selic para 13,25% deve fazer com que os juros cobrados no comércio subam, em média, de 82,48% para 83,31% ao ano. A taxa de juros média do cartão de crédito deve aumentar 1,68 ponto porcentual, para 292,11% ao ano. No caso do cheque especial, os juros cobrados pelos bancos subirão de 201,74% para 203,06% ao ano.

As operações de crédito em bancos e financeiras também vão ficar mais caras. A taxa de juros média do Crédito Direto ao Consumidor (CDC) oferecido por bancos para compra de veículos, por exemplo, subirá de 26,97% para 27,57% ao ano. Já os juros cobrados por bancos em empréstimo pessoal vão aumentar 0,73 ponto porcentual, para 59,73% ao ano, enquanto os cobrados por financeiras passarão de 138,71% para 139,78%.

No caso das empresas, a alta da Selic para 13,25% ao ano fará com que a taxa de juros média para capital de giro aumente 0,62 ponto porcentual, para 31,99% ao ano. Os juros das linhas de desconto de duplicatas, por sua vez, passarão de 38,32% para 38,96%. No caso da conta garantida, a taxa de juros média subirá de 116,29% para 117,27%.