A desaceleração econômica do Brasil está um pouco mais forte do que esperado inicialmente, de acordo com presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias. "O mercado de cartões não está imune à desaceleração da economia que já vem ocorrendo nos últimos meses, mas que está um pouco mais forte do que inicialmente esperávamos", afirmou ele, ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Essa desaceleração pode ser vista, segundo o executivo, no Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) que registrou sua primeira queda histórica em fevereiro. O desempenho das vendas do comercio varejista brasileiro, medido pelo indicador, teve retração de 2,4% no período ante 12 meses.

O executivo reafirmou que em 2015 a desaceleração econômica deverá ser mais forte do que no ano passado. Não disse, contudo, como o cenário deve impactar nos resultados da Cielo sob as justificativas de não poder dar guidances (projeções) e estar em período de silêncio por conta da emissão de debêntures que a companhia está fazendo. Tal operação, conforme fontes, visa alongar outra operação, de notas promissórias, para pagamento da joint venture com o Banco do Brasil na área de gestão de cartões. Lembrou, apenas que os efeitos financeiros da nova empresa ocorreram no final de fevereiro para a Cielo.

Sobre o término dos contratos de exclusividade entre bandeiras e adquirentes ainda existentes no setor de cartões brasileiro, Dias afirmou que a Cielo já iniciou testes com a Rede (ex-Redecard) e a GetNet (Santander). Ele não disse, porém, quando essa fase deve ser concluída.