A capacidade instalada do parque gerador brasileiro deve ser ampliada em 7.303 megawatts (MW) em 2015, o que representará uma adição de 5,5% em relação à oferta potencial de energia ao final de 2014. A informação consta em documento publicado na página eletrônica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O documento aponta que, durante os 15 primeiros dias deste mês, entraram em operação usinas com capacidade instalada de 400,3 MW. No restante do ano, outros 6.903 MW devem estar em estágio operacional.

A maior parte do incremento a partir da segunda quinzena de janeiro virá de projetos hidrelétricos, com um total de 3.346 MW. Na sequência aparece o segmento eólico, com expansão prevista de 2.144 MW em operação até o final do ano. A capacidade de usinas termelétricas abastecidas com biomassa terá acréscimo de 1.240 MW. As pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) adicionarão outros 172,5 MW. As projeções consideram projetos sem qualquer restrição para início de operação e também empreendimentos com algum tipo de restrição pendente.

Confirmadas as projeções divulgadas pela Aneel, a capacidade instalada do parque gerador brasileiro terá um crescimento mais forte em 2016. O próximo ano deve terminar com adição de 11.621 MW, dos quais 5.331 MW apenas de projetos hidrelétricos. Nos anos seguintes, o aumento de oferta volta a desacelerar. Devem ser adicionados 6.952 MW em 2017, 7.411 MW em 2018, 2.149 MW em 2019 e apenas 72,8 MW em 2020. A Aneel ainda cita outros 4.963 MW em projetos sem previsão de início de atividades.

A adição potencial de 40.074 MW entre 2015 e 2022 elevaria a atual capacidade do parque gerador em 29,9%, para mais de 170.980 MW. Ao final do ano passado, o parque gerador era representado por 133.921 MW em capacidade instalada, o que significava uma adição de 5,6% na comparação com 2013. O Brasil possuía 202 usinas hidrelétricas, 1935 termelétricas, 228 eólicas, duas usinas nucleares, 487 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), 497 Centrais Geradoras Hidrelétricas e 311 usinas solares em dezembro passado.

As usinas hidrelétricas responderam por 62,8% do parque gerador nacional em 2014. As termelétricas eram 28,3% da capacidade. As eólicas e as PCHs aparecem na sequência, mas com participações inferiores a 4% da capacidade. Outras fontes possuem participação inferior a 2%.