O Conselho de Política Ambiental (Copam), órgão subordinado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais, julgará na próxima quinta-feira (18) a Licença de Operação (LO) da mina de ferro da Anglo American, com capacidade para produzir 26,5 milhões de toneladas de minério ao ano, e da planta de beneficiamento, ambos empreendimentos localizados em Conceição do Mato Dentro, a 167 quilômetros de Belo Horizonte. O técnicos do Copam vistoriaram o empreendimento e sugeriram o deferimento da LO.
 
A mina integra o projeto Minas-Rio, que tem um custo total, incluindo o de aquisição, de US$ 15,8 bilhões. 
 
Além da mina, o Minas-Rio é composto por mineroduto de 529 quilômetros ligando o município mineiro ao Porto de Açu, em São João da Barra, no Norte fluminense, e o próprio terminal portuário, onde a companhia detém 50% do capital. Do custo de implantação do projeto, de US$ 8,8 bilhões, a mineradora já alocou US$ 6,6 bilhões.
 
Caso seja deferida a LO, o Minas-Rio ainda dependerá da LO do mineroduto e de converter em definitiva a Autorização Provisória de Operação (APO) concedida para a linha de transmissão. A Anglo American projeta a conclusão dos procedimentos de licenciamento para outubro. A empresa tem acordado o primeiro embarque de minério de ferro ainda este ano. A produção deverá atingir o pico de sua capacidade em cerca de 20 meses.
 
Segundo informações da empresa repassadas ao órgão ambiental, na fase de operação serão 713 trabalhadores, considerando as estruturas da mina, beneficiamento e setor administrativo.
 
O projeto teve em várias ocasiões seus prazos de operação revistos. Tais realinhamentos de prazos estão ligados a ao processo de licenciamento ambiental, interrupção parcial das obras por decisão judicial e a constante paralisação dos trabalhadores terceirizados, que reclamam o não pagamento de benefícios acordados.