Uma nova maneira de se medir o consumo doméstico de água já está em vigor no Estado. O cálculo da cobrança por uso presumido, regulamentado pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG), vai funcionar como uma alternativa para os casos em que as formas tradicionais de medição não puderem ser aplicadas. 
 
Hoje, o famoso hidrômetro é o primeiro instrumento usado para calcular o valor que o consumidor deve pagar pela quantidade de água que utiliza. A segunda maneira, utilizada quando o hidrômetro fica indisponível por algum motivo, é a média do consumo dos últimos 12 meses. 
 
Em terceiro lugar, quando não há registros dos últimos 12 meses, é feita a medição de uma semana e, com essa base, o valor mensal é calculado proporcionalmente. Apenas no caso de nenhuma das três possibilidades anteriores ser aplicável é que será usado o cálculo por uso presumido. 
 
De acordo com Samuel Barbi, Gerente de Informações Econômicas da Arsae-MG, a base para o novo método está em uma tabela que define categorias de usuário, levando em conta aspectos da própria engenharia adotada na construção do imóvel que estiver sendo avaliado, seu ramo de atuação e a quantidade de moradores da residência.
 
“Cada tipo de estabelecimento tem características específicas de consumo. Um hotel, por exemplo, consome uma determinada média mensal, um lava-jato consome outra média, uma casa com jardim outra média”, explica Barbi. “O maior benefício para os usuários é evitar ao máximo que os prestadores regulados pela Arsae-MG definam de maneira arbitrária o volume de consumo dos usuários que não têm hidrômetro”, ressalta o gerente.
 
 
Altos índices
 
De acordo com dados da Arsae-MG, a maior parte das cidades mineiras conta com a medição do consumo de água por meio da hidrometração. Dos 638 municípios regulados pela agência, 624 contam com o serviço em mais de 95% de seus imóveis comerciais e residenciais. Os índices são considerados satisfatórios, já que, dentre os municípios regulados pela agência, somente São João do Manteninha, Itamarandiba, Malacacheta e Prudente de Morais têm índices de hidrometração menores que 80%.
 
 
Perfil da medição de consumo em Belo Horizonte
 
Conta de água tem nova medição