SÃO PAULO- O varejo de material de construção teve retração de 4,4% em setembro na comparação com agosto, segundo pesquisada Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).

No acumulado do ano, no entanto, há expansão, de 2,2% em relação a igual período em 2012. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é positiva, em 2,7%.
"Os lojistas acreditavam que iriam recuperar parte da queda de vendas do mês passado já em setembro, mas isso não aconteceu. Ainda assim, o desempenho no mês de setembro foi melhor do que o do mesmo período do ano passado, quando a retração foi de 7%", explica Cláudio Conz, presidente da Anamaco.

Segundo a pesquisa, os estabelecimentos menores tiveram queda de 3,3% no mês. Já nas grandes lojas (com mais de 50 funcionários), o desempenho no mês foi positivo em 8%.
Os segmentos que apresentaram variação negativa em setembro, conforme o levantamento, foram aço, revestimentos cerâmicos e telhas e caixas d'água de fibrocimento.

Apresentaram resultados positivos as vendas de portas e janelas de alumínio, tintas, cimentos, fechaduras e ferragens, iluminação e louças sanitárias.
No desempenho por regiões, o Nordeste apresentou os melhores resultados em praticamente todos os segmentos avaliados. Já as regiões Sul e Sudeste tiveram o maior otimismo com relação ao governo, o que refletiu no total Brasil.

"Cerca de metade dos lojistas têm a intenção de fazer novos investimentos nos próximos 12 meses", afirma Conz. "Os planos para contratação de funcionários, no entanto, são menores do que agosto em todas as regiões brasileiras, com exceção do Centro-Oeste", completa.

Expectativa
A Anamaco manteve a projeção de crescimento de 4,5% do setor neste ano em relação ao do ano passado, quando teve um faturamento de R$ 55 bilhões.
Sobre outubro, as expectativas são otimistas, segundo Conz: "Uma vez que, até o momento, não existem sinalizações sobre a prorrogação do IPI, os consumidores tendem a antecipar suas compras antes do final de dezembro, já que retorno do imposto acarretará um aumento médio de 8% nos preços."