A demanda por planos de saúde odontológicos explodiu. Até junho de 2013, eram 19,1 milhões de usuários de planos de saúde exclusivamente odontológicos no país, um aumento de 344% nos últimos 10 anos. Em Minas, a clientela se expandiu 19,39% só em 2012, na comparação com o ano anterior, o que deu ao Estado o segundo melhor desempenho no Sudeste, à frente do Rio de Janeiro (11%) e São Paulo (3,36%).

Os dados fazem parte de levantamento do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog), a partir de informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Porém, antes de assinar o contrato, convém tomar alguns cuidados, alertam órgãos de defesa do consumidor.
 
De acordo com o gerente do Procon da Assembleia, Gilberto Dias de Souza, as queixas mais comuns estão relacionadas ao atendimento recebido. “O grande problema é que algumas empresas cobram um valor irrisório, de R$ 39, por exemplo, como já tivemos conhecimento. Só que isso não dá nem para cobrir o custo com telefonista. Nesses casos, ou o serviço não será prestado ou será prestado com qualidade duvidosa”, adverte o advogado. “É um barato que vai sair caro”, diz.

Para a coordenadora institucional da Associação de Consumidores Proteste, Maria Inês Dolci, um dos principais passos para evitar problemas na hora da contratação de um plano odontológico é verificar se a operadora escolhida tem registro na ANS, e se há reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, como os Procons.

“Liste alguns profissionais que atendem em sua região e ligue para os consultórios para confirmar se eles realmente fazem parte da rede credenciada. Além disso, leia o contrato com atenção e tire todas as dúvidas”, aconselha Dolci.

Os cuidados são necessários até para garantir a saúde de um mercado que tende a crescer. Segundo dados do Sinog, apesar da expansão registrada em Minas, a taxa de cobertura no Estado ainda é pequena, de pouco mais de 7% do total da população. Em São Paulo, o índice é de 16,41%, mais que o dobro. Em todo o país, cerca de 22 milhões de pessoas nunca foram ao dentista, ou seja, 11,7% dos brasileiros.