A venda de embriões de cavalos Mangalarga Marchador tem movimentado o mercado. O material é vendido, em média, por R$ 30 mil, mas já chegou a R$ 100 mil, de acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM). O material genético é submetido a uma seleção rigorosa e retirado de espécies consideradas de alto nível.

“O embrião mais caro de que se tem notícia até hoje custou R$ 100 mil, porque o sêmen era de um garanhão top. Os compradores apostam no risco, na expectativa de conseguir um filhote tão bom quanto ou até melhor que os pais”, explica o vice-presidente da ABCCMM, Antônio Sérgio Quadros Barbosa.

Para ele, a raça é soberana no quesito qualidade e resistência, fatores que têm movimentado as vendas no Brasil. No ano passado, a associação realizou 150 leilões chancelados, nos quais foram vendidos cerca de seis mil cavalos. “Temos leilões de elite e de altíssimo nível. Os lances começam em R$ 10 mil. A raça movimenta uma quantidade muito grande de eventos, acho que não tem igual”.

Diante de tanto otimismo no mercado, porém, o setor levanta suspeitas de prática de lavagem de dinheiro. De acordo com Barbosa, as insinuações não passam de “conversa fiada”. “Isso aqui é pura paixão, é preciso ver de perto para entender”.

O representante da ABCCMM afirma que o Mangalarga Marchador é capaz de sobreviver em condições precárias, por se tratar de uma raça rústica. “É um cavalo barato de custear, por isso as despesas são menores. Mesmo no período de instabilidade econômica que vivemos, a liquidez dele é muito grande”, diz.

E a valorização do animal pode aumentar ainda mais. Em uma semana, criadores de várias partes do país conhecerão o campeão nacional, eleito o mais adequado ao padrão da raça e com melhor marcha, durante a 31ª Exposição Nacional, que acontece no Parque de Exposições da Gameleira, até o dia 28. Considerados de raça elitizada, alguns cavalos atingem os R$ 3 milhões em leilões.
Barbosa conta que, ao longo do ano, a associação realiza cerca de 250 eventos nacionais, classificatórios para o de Belo Horizonte. “No último dia da exposição, é escolhido o melhor de todos, o eleito nacional”, explica.

Durante a exposição, a expectativa é de que o faturamento médio diário nos leilões gire em torno dos R$ 100 mil, além dos R$ 80 mil, aproximadamente, que os shoppings de animais e acessórios devem movimentar.