Quando a General Motors reformulou a picape Chevrolet S10, em 2012, um dos grandes atrativos era a versão com motor V6 de 277 cv e 35 mkgf. No entanto, sua eficiência não era nenhum exemplo e seu preço muito elevado. Com a chegada da nova geração da Toyota Hilux e também da Fiat Toro, a GM viu que precisava de um produto mais eficiente, acessível e com boa oferta de conteúdo. 

A solução foi combinar o motor 2.5 de 200 cv e 27 mkgf de torque com uma transmissão automática de seis marchas e caprichar no conteúdo embarcado.

Testamos a versão LTZ 2.5 da grandalhona norte-americana e podemos afirmar que a perda de cavalaria e alguns quilos de torque não fizeram mal à picape. Pelo contrário, o utilitário ficou mais econômico, com média de 8,2 km/l na cidade, abastecido com gasolina. A antiga V6, não chegava a 6 km/l dentro no trajeto urbano.

Conteúdos
A S10 também tem se qualificado. Equipamentos como monitor de faixa de rodagem, sensor de aproximação frontal, sensores dianteiros e traseiros, além de câmera de ré são equipamentos extremamente úteis num carro de mais de quase duas toneladas, 5,36 metros de comprimento e com visão traseira limitada por causa da altura elevada da suspensão traseira.

Nas manobras, câmera e sensores permitem entrar e sair de vagas mais apertadas com facilidade. Já o sensor de faixa emite apenas um sinal sonoro quando o motorista invade a pista ao lado sem sinalizar. Ainda não foi dessa vez que a S10 recebeu módulo que corrige a direção, como há no Cruze, mas já é um auxílio que pode evitar acidentes. 

Também passivo, o sensor de aproximação emite uma luz e sinal sonoro. Para um veículo desse peso, onde o espaço para frenagem é muito maior que num compacto, o alerta é uma santa ajuda.

Raio-x Chevrolet S10 LTZ 2.5

O QUE É?
Picape média, quatro portas e cinco lugares.

ONDE É FEITO?
Fabricado na unidade São Caetano do Sul (SP).

QUANTO CUSTA?
R$ 130.990

COM QUEM CONCORRE?
A versão concorre na seara das picapes com motor flex, como Fiat Toro Freedom 2.4 (R$ 98.730), Ford Ranger Limited 2.5 (R$ 125.180), Mitsubishi L200 Triton 3.5 (R$ 129.990) e Toyota Hilux SRV 2.7 (R$ 134.410).

NO DIA A DIA
A S10 evoluiu bastante nos quesito de conforto e ergonomia, seguindo um caminho adotado pela VW Amarok em 2010. A montagem também é satisfatória, com baixo nível de rangido das peças. Mimos como ajuste elétrico do banco motorista, revestimento em couro, ar-condicionado digital de duas zonas, o sistema de entretenimento MyLink e o assistente de bordo OnStar tornam a vida a bordo tão agradável quanto num sedã médio.

No uso cotidiano, seus 5,36 metros comprometem o deslocamento e a oferta de vagas de estacionamento. Mas colocá-lo numa vaga não é problema: os sensores traseiros e dianteiros, além da câmera de ré são fundamentais nas manobras.

MOTOR E TRANSMISSÃO
A unidade flex 2.5 de 206 cv e 27 mkgf de torque não tem o mesmo vigor da unidade turbodiesel que tem praticamente o dobro do torque, mas acelera com agilidade e tem funcionamento suave.

A caixa automática de seis marchas tem relações que privilegiam o torque em marchas curtas e relação longa em sexta para velocidades de cruzeiro em baixa rotação.

Como seletor de tração posicionado no modo4x4 reduzido, a S10 vence com facilidade terrenos acidentados e ladeiras íngremes.

COMO BEBE?
A unidade testada estava abastecida com gasolina, e no uso urbano com tração no modo 4x2, seu consumo foi de 8,2 km/l.

SUSPENSÃO E FREIOS
A suspensão segue o padrão de qualquer utilitário com caçamba para carga, muito dura na traseira, que reflete no conforto de quem viaja, principalmente no banco traseiro. Já os freios carecem atenção. Mesmo com suporte do ABS, o peso do veículo dificulta a frenagem, que demanda muito espaço para chegar à imobilidade. Ou seja, nunca deixe para frear em cima hora e nem ignore o alerta de colisão.

PONTOS POSITIVOS
Consumo
Conjunto mecânico

PONTO NEGATIVO
Visibilidade traseira